H-1000 XP - DESENVOLVIDO PARA ATENDER APLICAÇÕES EM VEÍCULOS ELÉTRICOS, TAL COMO PARA PROJETOS DA SHELL ECOMARATHON E MICHELIN CHALLENGE BIBENDUM.
Célula a combustível H-1000XP ajuda universidades a vencerem etapas da Shell EcoMarathon 2011!
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A cada ano as competições de protótipos de veículos a combustão e elétricos tem apresentado inovações e potenciais soluções para a indústria automotiva e, porque não, de mobilidade urbana pessoal. Será possível reproduzir eficiências acima de 2000 km por litro equivalente de gasolina ou álcool nas ruas? É o que estudantes de faculdades do mundo inteiro estão começando a descobrir.
Competições de renome mundial, tais como a Shell EcoMarathon e a Michelin Challenge Bibendum, tem se tornado uma importante vitrine para estudantes de engenharia e design, bem como faculdades.
No Brasil, este modelo de competição tem começado a atrair cada vez mais estudantes, professores e faculdades, como por exemplo, a Maratona Universitária de Eficiência Energética, (http://www.maratonadaeficiencia.com.br/) realizada anualmente no Brasil.
Ainda é raro ver os estudantes brasileiros competindo no exterior e em condições de vencerem algumas das categorias. Mas o brasileiro é criativo e inovador, principalmente quando alguns zeros no orçamento são cortados. Mas à medida que estas competições crescem, mais as universidades brasileiras investem e aumentam as chances de termos equipes brasileiras levando o conhecimento obtido nas competições nacionais para as internacionais.
A boa notícia nestas competições é que os veículos elétricos estão ganhando espaço e com mais participantes a cada ano, mesmo que usando baterias de chumbo ácido, pelo menos no Brasil. Mais importante ainda, agora já envolvem não apenas estudantes de engenharia mecânica, até então maioria e provenientes das corridas de veículos Baja, aqueles veículos lançados à lama e muitos obstáculos, mas estudantes de engenharia elétrica, mecânica, produção, química e design e que já fazem parte de uma equipe multidisciplinar para desenvolverem os veículos elétricos.
Neste último final de semana, aconteceu a etapa asiática da Shell EcoMarathon, na Malásia. Além dos tradicionais veículos com motores a combustão, a presença dos veículos elétricos foi crescente, incluindo os elétricos com células a combustível de hidrogênio.
Dentre as categorias que mais surpreenderam em termos de eficiência energética, foram os veículos elétricos híbridos e os com motor a combustão de etanol. A universidade tailandesa Dhurakij Pundit University alcançou surpreendentes 2213,4 km com 1 litro de etanol. Surpreendente, realmente. Já o veículo elétrico com células a combustível de hidrogênio alcançou a marca de 3786 km/litro equivalente de gasolina, marca superior à alcançada pela universidade espanhola Cardenal Herrera durante a etapa européia deste ano, com 2542km/litro equivalente de gasolina. Ambas as universidades utilizaram um sistema de células a combustível de 1000 watts desenvolvido pela Horizon Fuel Cell Technologies, da Cingapura, especialmente para ser utilizado nestas competições, mas com potencial uso em veículos de pequeno porte.
Apesar de ser uma categoria relativamente nova, os veículos elétricos a hidrogênio e a bateria, ou o mix entre as duas tecnologias, tem não apenas alcançado altas eficiências como tem sido a preferência do público e aberto novas possibilidades de design.
O veículo preferido do público e dos participantes da etapa asiática da Shell EcoMarathon foi o CitySolomon, da equipe Solomon Fuel Cell Vehicle Team da Tailandia.

O vencedor em design e também em eficiência entre os veículos com conceito urbano foi o K2R, da equipe NUS Urban Concept da Universidade Nacional da Cingapura, e que utilizou um sistema de células a combustível também desenvolvido pela Horizon Fuel Cell Technologies.
Para Emilio Hoffmann, diretor da Horizon Fuel Cell Brazil, estas competições são uma importante oportunidade para que surjam estudantes empreendedores e que já podem começar a desenvolver soluções reais com veículos elétricos. Os desenvolvedores destes veículos não precisam pensar nestes veículos apenas como um aprendizado para os veículos urbanos do futuro, que circularão nas ruas, mas como um aprendizado para os veículos que podem ser comercializados hoje, como os que circulam dentro das empresas, desde empilhadeiras até veículos de locomoção interna na indústria e aeroportos, não necessariamente com a tecnologia do hidrogênio.
"As células a combustível já encontraram alguns nichos de mercado no exterior, competindo com tradicionais tecnologias utilizadas em mobilidade. A célula a combustível não é a solução, mas parte da solução para os veículos elétricos a bateria. A própria competição mostrou isso. Na categoria de veículos elétricos, a solução híbrida de bateria, capacitor e célula a combustível foi a vencedora. E este desempenho otimizado tem sido alcançado com os carros a hidrogênio em escala real, inclusive com o ônibus a hidrogênio brasileiro e que utiliza esta plataforma de três tecnologias de fornecimento de eletricidade para o motor, com cada tecnologia tendo o seu papel e benefício", conta Emilio.
De acordo com Emilio, o principal obstáculo das células a combustível é o armazenamento de hidrogênio e a sua produção. "Estamos caminhando para soluções de produção de hidrogênio a bordo do veículo, seja a partir do etanol, metanol, biodiesel ou combustíveis fósseis como a gasolina. Será importante para a praticidade do abastecimento e a eliminação da necessidade de se armazenar o hidrogênio, pois o hidrogênio produzido será consumido de imediato".
De acordo com o diretor da Horizon Brasil, o país está desenvolvendo a tecnologia de células a combustível e também de produção de hidrogênio a partir do etanol e biogás. Portanto, quem sabe não teremos equipes brasileiras utilizando o etanol como fonte de hidrogênio e superando a marca de 2213,4km por litro de etanol?


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